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Classificação Científica

Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Aves
Ordem: Charadriiformes
Subordem: Lari
Família: Laridae
 Rafinesque, 1815
Subfamília: Sterninae
 Vigors, 1825
Espécie: S. hirundo

Nome Científico

Sterna hirundo
Linnaeus, 1758

Nome em Inglês

Common Tern


Estado de Conservação

(IUCN 3.1)
Pouco Preocupante

Fotos Sons

Trinta-réis-boreal

O Trinta-réis-boreal é um Charadriiforme da família Sternidae.

Características

Mede de 33 a 38 cm de comprimento. Pesa em média 136 g e possui uma envergadura de asas de 79 cm. O adulto reprodutor apresenta uma mancha preta na cabeça e o bico vermelho com a extremidade negra. O corpo é cinzento claro na parte superior e branco na parte ventral. A cauda é branca e bifurcada e o lado inferior das asas apresenta um bordo preto ao longo das primárias.

Alimentação

Costuma reunir-se em bandos sobre cardumes de peixes ou na praia, para descansar. Paira no ar durante algum tempo, mergulhando em seguida para capturar peixes a pouca profundidade. Alimenta-se também de insetos, camarões, caranguejinhos e outros pequenos animais marinhos. Ocasionalmente rouba comida de outras aves,costuma pescar a noite.

Reprodução

A sua nidificação ocorre em colônias situadas em praias de areia ou calhau e em escarpas. Nos Açores nidificam preferencialmente em ilhéus, em grande parte devido às pressões antropogênicas que atuam sobre o litoral das ilhas. Estas aves são muito vulneráveis à presença humana, principalmente durante os períodos de postura e incubação. São territoriais e quando perturbados defendem o ninho com agressividade, chegando mesmo a bicar os intrusos.

O período reprodutor decorre entre Abril e Julho. A postura é constituída por 2 a 3 ovos e é feita diretamente no chão. Caso o substrato seja moldável o adulto prepara primeiro uma pequena depressão. As colônias são muito densas, podendo atingir 2 ninhos/m2.

Hábitos

É localmente comum ao longo da costa, estuários e em praias de rios e lagos.

Distribuição Geográfica

Espécie migrante do hemisfério norte, presente no Brasil apenas como visitante. Penetra no interior do País subindo grandes rios como o Araguaia, Tocantins e São Francisco. Acompanha também o litoral até o Rio Grande do Sul, onde é encontrado em grandes números na Lagoa do Peixe. Reproduz-se em alguns locais na costa dos Estados Unidos e México, ilhas do Caribe e costa oeste da África. É encontrado também na Europa. Durante o inverno do Hemisfério Norte a espécie migra para o Brasil, Colômbia, Equador, Peru, Bolívia, Chile e Argentina.

Referências

Galeria de Fotos